Complicações da doença inflamatória intestinal

As mais comuns complicações da doença inflamatória intestinal.

Costumamos falar das complicações da doença inflamatória intestinal que podem acontecer e quase sempre são termos técnicos e não compreendemos direito. O objetivo do post de hoje é ilustrar essas complicações. Queremos lembrar que o diagnóstico da doença e dessas complicações, assim como o tratamento, deve ser SEMPRE feito com seu médico.

Fique atento ao seu corpo, preste atenção nos sintomas e, qualquer mudança, procure o médico.

1. Estenoses na doença de Crohn:

É o espessamento da parede do intestino. Trata-se de um comprometimento repetitivo e grave na parede intestinal com formação de cicatriz e lesões. Pode levar a obstrução parcial ou total do intestino e também pode ser aguda ou crônica.

Os sintomas das estenoses podem ser cólica, distensão abdominal (“barriga inchada”), intestino preso, vômitos, perda de apetite, perda de peso, massa palpável (ao apalpar a barriga na região do intestino, dá pra sentir uma “massa”).

Estenose no intestino

2. Fístulas na doença de Crohn ou colite ulcerativa:

São comunicações anormais, tipo orifícios, perfurações no intestino. Podem permitir a passagem de fezes entre duas partes dos intestinos, do intestino com a bexiga, vagina ou pele. As fístulas ocorrem isoladamente ou em associação com outras doenças da região próxima ao ânus.

Fístulas

3. Abscessos na doença de Crohn:

São bolsas de pus. Os abscessos visíveis, tais como os que surgem em volta do ânus, parecem bolsas e o tratamento consiste em drenar o abscesso. Os sintomas incluem inchaço, dor e febre. Após a drenagem, os sintomas desaparecem.

Quando o abscesso está dentro do abdômen, uma drenagem guiada por ultrassonografia ou tomografia pode ser necessária. E, em alguns casos, a cirurgia pode ser a única solução.

Abscessos

4. Fissuras na doença de Crohn:

São lesões ou rachaduras no tecido do ânus que podem ser superficiais ou profundas. Diferentemente das fístulas, as fissuras ocorrem apenas na área do ânus. Causam dor retal e sangramento moderados a grave, especialmente durante as evacuações.

Fissuras

5. Megacolon tóxico na colite ulcerativa:

É a complicação mais grave da RCU, mas relativamente rara. O cólon se dilata, perdendo a capacidade de executar os movimentos peristálticos de forma apropriada e permite que os gases concentrados movam-se na mesma proporção dessa dilatação. A distensão abdominal é grave e os pacientes apresentam, além desse sintoma, contagem alta de glóbulos brancos, febre alta e dor abdominal. A atenção médica imediata é essencial e pode ser necessário cirurgia. Há risco de morte apenas se houver ruptura do intestino.

Megacolon Tóxico

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